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Carolina Delboni | My Blueberry Nights
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My Blueberry Nights

My Blueberry Nights

Nada melhor que um cinema depois de um feriado chuvoso na praia. E a escolha do filme não poderia ter sido melhor. Em português Um Beijo Roubado. Filme perfeito pras meninas. Um romance lindo, pontual, delicado e instigante. Pros meninos (segundo o maridão Daniel), é um “filme simpático”.

O roteiro parece simples. Conta a história de uma menina, vivida pela cantora e pianista de jazz Norah Jones, que perde um amor e começa a frequentar um bar em NY. O dono, Jude Law, a recebe toda noite com uma torta de blueberry (a única que fica intocável todos os dias, ninguém a escolhe). Os diálogos deles são profundamente leves e trazem uma estética jovem em cena. Tudo é poema, mas sem pretenções o que torna o filme perfeito. Parece que estamos assistindo por uma câmera de vídeo (o que acontece efetivamente algumas vezes), e muita câmera lenta, cenas quase congeladas. Existe um delírio estético do diretor chinês Wong Kar Wai no ponto exato. A fotografia de Darius Khondji é de imagens granuladas e cores supersaturadas.

O filme, que abriu o Festival de Cannes de 2007, continua com a viagem de Norah que vive Elizabeth pelos Estados Unidos. Sem destino, ela precura encontrar uma razão e acaba encontrando respostas nas angústias dos outro que conhece por onde passa. Depois ela volta, eles se encontram no mesmo bar, ela come a mesma torta e…não vou contar!!!! Precisa ver o filme. Juro. É lindo e traz questões muito femininas, como a perda, a traição, a solidão, a busca por um objetivo na vida, a vontade de largar tudo e sair sem destido. É delicioso.

E tudo isso embalado por uma trilha suave, lenta e contemporânea. Tem, claro, a própria Norah Jones, Cat Power com “Living proof”, do álbum “the greatest”. Aliás, a própria Cat Power faz uma aparição relâmpago como a ex-namorada de Jeremy, Jude Law. Linda. E ainda tem o clássico “Try a little tenderness” na voz do veterano Otis Redding, e ainda uma versão de “Harvest moon”, de Neil Young, interpretada por Cassandra Wilson, com direito a grilos no fundo. É uma nostalgia musical lindissíma. Daquelas que merece comprar a trilha assim que sair. O filme nem se fala…quero ver de novo, quero escutar de novo os diálogos e criar coragem pra sumir também. E poder voltar. Sempre.

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