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Carolina Delboni | O ciúmes do segundo filho
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O ciúmes do segundo filho

O ciúmes do segundo filho

O ciúmes do segundo filho. Perder o posto de filho único não é tão confortável quanto se imagina e é normal sentir a mudança

Qual é o filho único que nunca pede aos pais um irmãozinho? Isso é natural, afinal, irmão é o primeiro amigo que se tem na vida – e o melhor de todos. Mas a gente sabe que nem tudo são flores e que a chegada de um bebê pode causar muito ciúme. E ninguém precisa achar que esse comportamento é errado ou censurável, não. Imagina só: você tinha seus pais inteirinhos pra você. De repente, sua mãe começa a ficar cansada, barriguda e nem quer mais andar de bicicleta no parque. Pra piorar, um dia ela volta pra casa com um bebê que não para de chorar e não dá um minuto de sossego. E o seu pai? Agora vive babando e faz até voz de criancinha pra falar com o novato. Não dá pra ficar indiferente, né?

“A chegada do segundo filho é como um ‘choque’ para a criança, porque é aí que ela percebe que não é mais o centro do universo dos pais. Então, é normal que ela fique insegura e sinta ciúmes”, explica a psicóloga clínica Amanda Lima. E aí, a solução é arrumar formas de chamar a atenção fazendo birra, respondendo mal, ou até se mantendo longe do bebê sem demonstrar qualquer interesse pelo irmão, como ressalta a especialista: “Cada criança manifesta esses sentimentos de uma forma. Algumas ficam mais agressivas com os pais ou com o bebê, enquanto outras acabam se isolando e até regredindo algumas etapas (volta a fazer xixi na cama, pede chupeta, quer mamar…)”.

Por isso, é importante que os pais não se percam em meio a tantos afazeres que surgem no pós-parto e prestem muita atenção ao comportamento do filho mais velho. Uma dica para tornar essa mudança menos brusca é convidar a criança a participar de atividades que envolvam o bebê, ajudando a escolher o nome e fazendo um enfeite para o quarto dele, por exemplo. É essencial que a criança vá sendo acostumada aos poucos e que se sinta muito amada, para não ver o irmão como um concorrente e sim como um companheiro.

Entretanto, se essas reações se mostrarem muito fortes, é importante conversar com a criança e, se for preciso, buscar a ajuda de um psicólogo. “Em geral, o ciúme é considerado natural, mas em algumas situações ele pode causar prejuízos às crianças. Recomenda-se sempre muita compreensão e paciência, mas se esse tipo de comportamento persistir por muito tempo, vale procurar ajuda profissional”, finaliza Amanda.

 

 

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