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Carolina Delboni | Mães que fazem acontecer
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Mães que fazem acontecer

Mães que fazem acontecer

Somos nós, mulheres. Que inspiramos nossas vidas e as vidas de outras mães. Seja pelo que fazemos dentro de casa ou fora. Definitivamente, e isso ninguém tem dúvida, a maternidade muda completamente a vida de uma mulher. Muitas colocam suas escolhas de vida em check e passam a priorizar a qualidade do tempo com seu bebê. Junto vem a vontade de abrir um negócio próprio e nada melhor do que uma loja de roupas infantis, afinal você vive esse universo e sabe exatamente quais são as demandas.

Após a maternidade, a gente (me incluo nessa porque sou mãe de três meninos) sonha em ter mais tempo para curtir o pequeno, acompanhar as descobertas, poder ficar grudadinhos, e ser dona do nosso próprio nariz. Fazer nossos horários de forma mais saudável e menos enlouquecida, tirar a sexta-feira a tarde e ir fazer nada ou ir resolver várias pendêncinhas. Mesmo passar a tarde numa festinha de um amigo da classe pode ser desejo. As vontades são muitas!!! Cheias de pontos de exclamação mesmo. E são essas vontades que nos movem a repensar a vida e pensar na possibilidade de mudança. É o empreendedorismo materno.

As “mulheres mães” já representam um grupo de 37% das proprietárias de negócios, segundo pesquisa do Sebrae. Eu mesma já engordei essa porcentagem. Sim! Deixei o jornalismo para abrir uma loja de roupas infantis, a Baby Basics, e depois de seis anos cá estou novamente. Muitas mulheres fizeram o mesmo movimento, algumas amigas, outras conhecidas. São todas histórias inspiradoras e recheadas de boas idéias.

PINGUINO

Nasceu do desejo de “inventar moda” essa marca 100% para meninos. Existe para divertir e vestir. “Desenhar para crianças é nossa maior alegria, porque a gente sabe que o Pinguino que veste, se diverte”, revela Pete Marchetti, dona da marca. Para quem não sabe, Pete foi modelo por muitos anos e quando resolveu abrir sua marca, o namoro já estava bem maduro. E entrar no universo infantil, foi inevitável. “Hoje tenho dois garotos adolescentes, mas sempre uma inspiração, inclusive palpitam nas coleções, aprovam o que acham que a garotada vai amar, sigo o conselho, claro”. “A maternidade foi a maior realização e transformação na minha vida, o resgate de uma infância feliz e a vontade de ter uma loja veio dai, De poder levar essa diversão para a garotada”, completa. E preparem-se meninas! A PINGUINO cresceu e lançou seus filhotes Pippo & Lalla.

MINOU MINOU

A marca, das proprietárias Luciana Cury e Gabriela de Sampaio Rabello, está fazendo sete anos em agosto e tem uma loja no shopping JK Iguatemi. Luciana conta que viajava muito e achava as roupas lá fora com muito mais bossa do que as nossas. Os detalhes, os cortes, era tudo muito mais diferente e charmoso. Juntou-se a isso a idéia de ter o próprio negócio. “Era uma forma de termos um trabalho que gostássemos, onde poderíamos usar bastante o nosso lado criativo e ser donas da nossa agenda”, conta Gabriela, que era advogada. “O primeiro filho nos coloca com muita força no universo infantil. Desde o início da gravidez até os primeiros anos acho que você pensa basicamente no que diz respeito a criança. Tudo o que possa complementar o que você já havia planejado você começa a buscar”, revela.

Com uma grande variedade de peças para todas as ocasiões, a Minou Minou é uma loja de roupa infantil que investe em charme e qualidade e traz modelagens descoladas e muito bem cortadas. Com coleções para crianças de 0 a 10 anos, a marca chama a atenção das mamães mais exigentes com tecidos ingleses da Liberty.

COOKIE

É uma marca de pijamas e underwear que eu amo de paixão!!! Tudo feito de algodão pima peruano, com as estampas mais lindas que eu já vi na minha vida. Sério. A marca, que Leticia Ribeiro criou em 2009, acredita que uma noite repleta de sonhos enche os pequenos de imaginação e felicidade. “Sempre fui apaixonada por moda e a vinda do meu filho me despertou o interesse por tudo relacionado a criança”. E a Cookie nasceu durante a gravidez. Na procura de toda mãe pelo enxoval do pequeno, Letícia se deparou com algo que ela considera imprescindível: qualidade. Foi aí então que ela e sua barriga viajaram até o Peru para fazer pesquisa de tecido e conhecer oficinas de costuras. Depois veio a sociedade com a mãe, que foi chave para que todo projeto se concretizasse. “Muitos clientes dizem que é esse carinho de mãe e filha que nós temos que deixa a marca tão especial”.

Os modelos charmosos e as estampas lúdicas criadas em todas as coleções, inspiram histórias. E tem um plus: todas as peças são livres de substâncias tóxicas e químicas. Além da linha premium que é de lã baby alpaca – extra macia que é colhida gentilmente dos pequenos animais e usada na produção de uma linha de tricôs da marca. Um carinho na pele do bebê.

BEBE SUCRE

A marca nasceu depois de 13 anos de Tartine et Chocolat no Brasil, quando o primeiro filho deTatiana Ganme estava nascendo (hoje ela é mãe de três). Foi um período de pesquisa do mercado, busca de fornecedores eTatiana estava gravida de novo. “Estava totalmente encantada com o universo infantil”, conta. “Quando virei mãe, não fazia mais sentido trabalhar 24hs por dia em uma empresa onde os horários não eram flexíveis e chegar em casa todas as noites e escutar a babá contando o dia dele”, desabafa. Foram seis meses e Tati saiu correndo. Dois anos depois nascia a Bébé Sucré e junto com ela uma nova profissão. “Queria criar não só roupas, mas uma marca que tivesse identidade, conceito, qualidade e muito importante: preço. A esta altura nascia meu terceiro filho e minha tropa de “teste de qualidade e função de produto”  já estava completa. E minhas fontes de inspirações não eram poucas. Três!” A marca começou em um sobrado na Joaquim Antunes, que se mudou recentemente para o Baixo Jardins. Tem loja em Moema e também no shopping Iguatemi.

OS QUINDINS

Para pais modernos e filhos descolados. Esse é o lema da multimarcas que tem loja na Vila Madalena. Com modelos descolados, para ambos os sexos, com tamanhos que vão do recém nascido até os 10 anos, a Os Quindins reúne peças garimpadas entre confecções de diversas regiões do país com o compromisso de qualidade, conforto e criatividade.

Iara Figueiredo, dona da loja, é mãe de dois – o Tiago e a Maria Clara – e foi durante a licença maternidade da segunda filha que ela entendeu que não conseguiria mais conciliar o dia-a-dia maluco de uma grande empresa com a criação de meus filhos.

“Foi nesse período de 5 meses de licença que planejei a loja”, conta Iara. “A maternidade muda completamente suas prioridades, você precisa ter muita organização para conciliar as agendas de todos. Foi por isso que preferi montar minha loja, assim, consegui dedicar mais tempo a eles: conseguimos ficar juntos uma boa parte da manhã, almoçamos e vamos para a escola e, no final do dia, vamos embora juntos para casa quando começa o terceiro turno”, brinca.

 

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