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Carolina Delboni | Aqui em casa sempre tivemos gato e cachorro
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Aqui em casa sempre tivemos gato e cachorro

Aqui em casa sempre tivemos gato e cachorro

Acho que porque cresci com animais de estimação em casa é que nem sei viver sem eles. E dai nunca passou na minha cabeça a possibilidade de não tê-los porque teria filhos e bebês não podem conviver com pêlos de gatos ou cachorro. Não não. Aqui em casa essa possibilidade não existe.

Quando Pedro nasceu eu já tinha 2 gatos. Um macho e uma fêmea, ambos castrados e vira-latas. O macho costumava ficar no quarto dele. Sentava na poltrona e as vezes pulava pra dentro do berço. Mas sempre quando ele não estava. Acho que ele mais queria era sentir o cheiro e dizer que estava ali. Teve uma vez só que ele fez xixi na poltrona de amamentação. Tava com ciúmes, claro! Mas foi se acostumando e aprendendo a dividir a atenção que agora não era só mais deles. E aquela coisa de alergia ao pêlo nunca rolou. Obvio que tem bebês que realmente são alérgicos. Mas grande parte não é e o que não pode é a gente entrar da neura de que os animais de estimação não podem entrar no quarto ou chegar perto do bebê. Sabe aquela coisa de passar uma água na chupeta e por na boca ao invés de ferver? É mais ou menos isso. Sem neuras! Pode deixar chegar perto, pode deixar cheirar e até fazer um carinho.

Lá em casa ainda tive dois filhos, o Lucas e o Felipe, e os 3 cresceram com os gatos. Há 2 anos, um dos meus gatos, a fêmea, morreu atropelada na vila em que moramos. Meninos vieram o luto. Me viram chorar, me viram sofrer, me viraram ter saudades e me ajudaram a se despedir dela. Passaram pelo carinho e pela dor junto comigo. Em seguida, uma professora da escola dos meninos deu uma gatinha preta, de rua, pro meu filho mais velho. Era a Amora, nossa gata preta da sorte. Amora é o feminino de amor. Gata mais carinhosa do mundo. Vive na rua, mas quando a gente chega da escola ou de algum lugar ela vem miando pela rua como quem nos diz “oi”. E dorme, todos os dias, no quarto dos meninos. Mais precisamente, no travesseiro do Lucas. E ai dele se tentar tirar ela dali! Agora você vai me perguntar como eu deixo um gato que fica na rua dormir no travesseiro do meu filho, né? Porque é um carinho tão grande entre os dois que não tem como negar. Lucas, que é todo quieto e reservado, fica horas fazendo cafuné na cabeça da gata. Ela ronrona.

Na mesma época que a Amora chegou, veio a Estrela também. Uma golden Retriever linda de morrer!!! Outra paixão da casa. Outra dinâmica, outra relação com os meninos, outro ritmo, outro tudo. Os gatos precisaram se adaptar e a gente também. Os cuidados de um cachorro são completamente diferentes de um gato. Meninos aprenderam que precisa por comida pra Estrela todo dia senão ela fica com fome. Aprenderam que ela em sede e gosta de agua fresca. Que cachorro precisa passear e gastar energia feito criança. Que ela adora um carinho e que faz cara de coitada. Que todo dia antes de sair pra escola, precisam dar um ossinho pra ela. Agora a Estrela entrou no 4o. cio e deve cruzar. Em breve teremos bebês de Golden em casa. E os meninos vivenciarão o nascimento, a vida, em casa também.

Em casa são 2 gatos e 1 cachorro. No avô, tem 2 jabutis e 1 cachorro. Na avó, tem 2 gatos e na tia tem 2 gatos e 2 cachorros. Os meninos estão rodeados por bichos de estimação. Cada um a sua maneira pra ensiná-los diferentes formas de amar e de se relacionar. Eles estão aprendendo sobre cuidados, sobre olhar o próximo, sobre um mundo que não vale só o que é nosso, mas o que é deles também.

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