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Carolina Delboni | Africa do sul com crianças por Estefi Machado
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Africa do sul com crianças por Estefi Machado

Africa do sul com crianças por Estefi Machado

A melhor pessoa de DIY, Estefi Machado, do blog estefimachado.com.br, foi com a família para a África do Sul e resolveu contar pra gente tudinho sobre a viagem. Ela é nossa primeira convidada a estreiar  a seção 😉

“Quando a gente pensa em férias com crianças, a primeira ideia que vem na cabeça da gente são lugares com uma super infraestrutura e fáceis de chegar e etc. Felizmente aqui em casa somos chegados a ideias fora do padrão, e acabamos embarcando na aventura para a Africa do Sul.

A primeira coisa que eu posso dizer sobre essa experiência: é uma viagem surpreendentemente barata! Acreditem se quiser. A passagem ida e volta para Johannesburgo custa menos que uma para Maceió, por exemplo. A mesma coisa sobre os gastos por lá. Comida, táxi, passeios, tudo com preços bem honestos. Nossa viagem foi de 8 dias inteiros, sendo 4 em Cape Town e 4 na região do Kruger onde fomos fazer o safári.

Cape Town é linda! Linda, linda!

Tem um misto de arquitetura antiga e ao mesmo tempo muito moderna, com cara de um lugar que está em franco desenvolvimento. Fora as praias maravilhosas que enchem os olhos a todo instante.

Ficamos no Waterfront, uma marina, que é bem turístico, mas muito bonitinho e charmoso. Pra quem tem crianças é perfeito, andamos a pé até tarde da noite, vagando por lojinhas, restaurantes, pracinhas e o aquário de Cape Town, que é do lado e vale a pena!

Alugamos um apart hotel, pro um preço óootimo, com direito a varandinha e quartos enormes. Não tinha serviço de café da manhã, só de quarto, então tem que curtir esse esquema.

A cidade tem pontos clássicos para visitar como a Table Mountain, que é um desbunde e tem que ser vista. Mas não só de longe! Não se anime se você chegou em um dia de sol e acha que vai dar pra ir nela depois, tem que ir ASSIM que o tempo estiver bom, nós deixamos pra depois e acabamos perdendo de subir nela porque o tempo virou e com o vento o teleférico não funciona… uma pena!

Aos arredores tem vários passeios curtos e incríveis. Por exemplo ir para o Cabo da Boa Esperança. Lá o visual é maravilhoso, tem uma subidinha boa pro mirante, mas vale a pena cada segundo. O Teo, meu filho, com recém 6 anos, tirou de letra. Na volta vale a pena parar na Boulders Beach, uma praia infestada de pinguins fofos!

Outra passeio legal é ver baleias ou tubarões brancos NO MAR! Sim, sim, uma aventura e tanto! Subir num catamarã e ver de pertinho aquele animal enorme e magnífico, toneladas e toneladas saltando ali na sua frente, é algo pra vida toda…

Uma dica: evite fazer passeios em grupos organizados por hotéis. São caros e meio roubada ficar em bando… Outra dica: nós fizemos tudo isso de táxi. Tem gente que prefere alugar um carro, mas como eles dirigem na mão inglesa, não quis me arriscar. Uma boa dica pra quem quer ficar de táxi é ir pra um ponto de taxistas lá na no Waterfront e negociar um pra sua temporada toda. Fica bem barato!

O Safári

Depois de 4 dias em Cape Town, pegamos um vôo rapidinho, desses de aviãozinho de hélice (ui) pra região do Kruger e a aventura tomou proporções enormes. Gente, sério, assim que você pousa naquele pequeno aeroporto já vê uns javalis na pista! Do tipo Timão e Pumba, sabe? Eu já chorei de emoção logo de cara…rs..

Ah, antes de tudo: Tem duas formas de se fazer safári na África na região do Kruger. Ou você aluga um carro e vai por conta própria para o Parque Kruger em si (um parque nacional do tamanho da Bélgica) ou você fica em uma reserva privada na região do Kruger.

O que quer dizer isso de reserva privada na prática? Que sim, é lá no Kruger também, mas controlado e cuidado por alguém, particular. Não pense que por isso terá menos graça ou será fake, muito pelo contrário.

Eles não fazem NADA para tirar a ordem natural das coisas. Os animais caçam, se matam, atacam, tudo igualzinho! Só que tem diferenças entre esses dois tipos de safari: No Kruger, com seu carro, você tem que seguir regras. Primeiro, o carro é fechado. Sempre. E você não pode circular a noite, o que é INCRÍVEL! Fora que você está por conta própria, não tem ninguém falando sobre o lugar, os animais e etc…

Na reserva, que é uma coisa enoooorme e você não vai perceber diferença nenhuma quanto a isso, é diferente. Sempre são jipes TOTALMENTE abertos, sem lados, sem frente, costas e teto. E isso dá um frio na barriga delicioso o tempo todo! Nós escolhemos esta opção e nos hospedamos dentro do parque.

Num daqueles hotéis lindos, arquitetura local, muita madeira, cestarias, muito bacana mesmo. E de novo, não foi caro. Fica no meio da Savana, mas tem uma cerca um pouco antes (que você não vê) protegendo de possíveis visitas de animais. Mas o que não impede de você tomar café da manhã com macacos e empalas.

O safári funciona assim:

Toda manhã cedinho, às 5:30, o hotel liga pro seu quarto pra te acordar. Todo mundo desce, toma um lanchinho leve, desjejum mesmo. Vamos para os jipes e saímos. Não importa se verão ou inverno, essa hora sempre é MUITO frio. Leve roupas de neve mesmo, eles dão cobertores mas o bicho pega. Saímos ainda no escuro, o que é muito emocionante!

Detalhe: Se você for nesse esquema, certifique-se bem da idade mínima permitida para o Safári na reserva. O Teo tinha 6 anos, e a primeira coisa que falaram antes de dar a explicação pro nosso grupo no jipe foi: “Ele vai ter uma chance. Tem que se comportar, senão, amanhã não volta”. É tudo muito serio e controlado, por segurança. E as crianças não ficam na ponta do jipe porque leões, por exemplo, consideram a criança um filhote – portanto uma presa fácil.

Então tem uma dupla que lidera seu jipe, um guia e o ranger. Geralmente um branco e um negro. O branco dirige e vai contando coisas sobre os bichos, a vegetação, os hábitos…E o negro vai numa cadeirinha que fica fora do jipe fazendo um trabalho muito legal: observando pegadas, sons e até cocôs dos animais para tentar chegar neles, pois eles mudam muito de lugar.

O safári é um Game, como eles chamam, seu jipe pode ter a sorte de ver leões e o outro pode voltar pra casa sem e isso é muito legal. Dura cerca de 3 horas, e sempre na metade dele os guias param o jipe e montam um piquenique no meio da savana e a gente come umas castanhas, toma alguma coisa e conversa. Outra coisa muito legal é que você fica com as mesmas pessoas do jipe todos os dias. Inclusive seus guias, que à noite jantam com você e sua família na mesma mesa comunitária. Isso cria uma relação legal e deixa a coisa mais divertida, se você tiver sorte de ficar com pessoas legais, claro!

No segundo dia de safári acontece uma coisa mágica: o pôr-do-sol na Africa! Uma das coisas mais lindas que eu já vi. Vá preparado, essa é uma viagem super fotográfica. Quando escurece dá frio na barriga. Vimos hienas na suas tocas e leopardos atravessando o jipe.Vimos também uma família de 7 leões a 1 metro do jipe… um carcaça de girafa no meio da savana… hipopótamos namorando, um búfalo tirando meleca do nariz com a língua, uma zebra amamentando, elefantes brincando com javalis, babuínos olhando fundo nos nossos olhos…

Daquelas lembranças que um dia parecem história de pescador, e que talvez você aumente um pouco, mas jamais vai esquecer.”

 

Serviço

Cia aérea: South Africa ( ótima e barata)

Operadora especializada em Africa do Sul: Designer Tours

Visto: não precisa

Vacina exigida: febre amarela

Moeda: Rands ( traga um nota de 20 com a carinha do Mandela)

Hotel Kapama: tem 4 acomodações de Kapama dentro da reserva, ficamos na River Lodge que é mais familiar, as outras são tipo acampamento ou Lua-de-mel.

http://www.kapama.co.za

http://www.kapama.co.za/kapama-river-lodge/

Dica de ouro: sempre que for falar com um africano, chegue com um sorriso enorme, dando bom dia e perguntando se está tudo bem. Eles são muito amáveis, mas por conta do sofrido histórico de racismo e preconceito, alguns podem ter certa resistência aos turistas.

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