LATEST POSTS
Carolina Delboni | Danone divulga estudo sobre lanches das crianças
1446
post-template-default,single,single-post,postid-1446,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,select-theme-ver-3.9,wpb-js-composer js-comp-ver-5.4.7,vc_responsive

Danone divulga estudo sobre lanches das crianças

Danone divulga estudo sobre lanches das crianças

Estudo revela que menos de 30% das crianças brasileiras realizam lanches intermediários. A pesquisa foi feita com 150 mães analisou os alimentos oferecidos às crianças entre o almoço e o jantar e mostra os pontos que influenciam as escolhas.

Durante uma semana, a Nutróloga e Pesquisadora Priscila Maximino e a Doutora em Ciências da Saúde, Paula Martins Horta, avaliaram os alimentos consumidos na dieta das crianças brasileiras entre 1 e 12 anos, das cidades de Ribeirão Preto (SP), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Recife (PE), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). Entre os resultados, percebeu-se que somente 18,7% das crianças realizam o lanche da manhã (entre café e almoço) e 26,7% comem o lanche da tarde (entre almoço e jantar). Além disso, notou-se que o fator econômico também é determinante na escolha dos alimentos dessas refeições. Os dados apontaram ainda que a falta dos lanches intermediários é mais prevalente nas crianças acima de 7 anos que pertencem a famílias de maior renda, por exemplo.

De acordo com o estudo, no lanche da manhã a alimentação das crianças tem maior participação das frutas (27,6%) e dos produtos lácteos (21,9%). Já no lanche da tarde, os derivados do leite são os mais encontrados (24,1%), enquanto pães, biscoitos, bolos e cereais representaram 19,5%, seguidos pelos produtos ricos em açúcares e gorduras com 17,4%.

E qual a importância desse estudo pra gente, mães? É levantar um dado importantíssimo sobre a alimentação das crianças que é o comer com intervalos de 3h em 3hs. O que evita obesidade infantil e garante refeições mais saudáveis uma vez que a criança não vai a mesa morta de fome e vai comer o que ver pela frente.

A realização dos lanches intermediários tem aumentado nas últimas três décadas entre indivíduos com 2 a 18 anos, porém este aumento é acompanhado da maior participação de alimentos e bebidas ricos em energia e pobres em nutrientes Quanto maior o número de refeições diárias, com a inclusão dos lanches intermediários na alimentação, é de extrema importância para o público infantil. Entretanto, o prazer associado ao consumo alimentar permanece como um dos principais motivos para a escolha dos alimentos pelos pais

Influência no consumo

O estudo também analisou o que leva os responsáveis a escolherem os alimentos, e as respostas foram compiladas em cinco grandes categorias: saúde/composição nutricional, prazer/sabor, praticidade/acesso/hábito, saciar a fome e outros motivos. Como resultado, tanto no lanche da manhã como no da tarde, prevaleceram os critérios saúde/composição nutricional e sabor/prazer.

No lanche da manhã constatou-se uma maior preocupação em não oferecer produtos ricos em açúcares e gorduras, que de acordo com as mães são associados ao melhor sabor e prazer da criança, mas sem a inclusão de frutas, reconhecidas como alimentos saudáveis. No lanche da tarde, por sua vez, os produtos ricos em açúcares e gorduras foram ofertados em maior frequência, com a justificativa de garantirem prazer.

Os pais também estão preocupados com uma alimentação composta por alimentos mais naturais e ricos em nutrientes para seus filhos. As recentes investigações têm mostrado que segundo os pais, os conceitos de prazer e alimentação saudável são excludentes. Assim, eles vivem a dualidade entre agradar o filho, oferecendo um alimento considerado saboroso versus atender às suas necessidades nutricionais e de saúde.

Durante o período da pesquisa, o consumo de frutas de crianças de 7 e 12 anos no lanche da manhã (21,3%) foi menor, quando comparado com o grupo entre 1 e 3 anos (31,4%). No lanche da tarde, as crianças entre 7 e 12 anos apresentaram maior consumo de produtos ricos em açúcares e gorduras (22,9%) em relação às crianças mais novas (12,3%).

O comportamento acontece em consequência da autonomia adquirida pelas crianças com o decorrer dos anos. À medida que ela cresce, torna-se mais autônoma e os pais passam a exercer menor controle sobre como se alimenta. A criança passa, por exemplo, a realizar as refeições mais frequentemente fora do domicílio e a adquirir ela mesma a seus alimentos.

O fator econômico também tem se mostrado um influenciador na escolha dos alimentos. Os dados mostram que há maior omissão dos lanches intermediários nas crianças acima de 7 anos e pertencentes às famílias de maior poder aquisitivo. Da mesma forma, esse grupo apresenta maior consumo de pães, biscoitos, bolos e cereais e menor ingestão de frutas. O estudo sugere que, em famílias mais ricas, mesmo com a disponibilidade maior de alimentos, no momento do consumo, as crianças ainda preferem as opções menos saudáveis. A hipótese é reforçada pelos dados que atestam que no Brasil as maiores prevalências de obesidade e excesso de peso são verificadas entre crianças de famílias de maior poder aquisitivo.

A pesquisa aponta que frutas e produtos lácteos foram mais ingeridos no domicilio, já pães, biscoitos, bolos e cereais foram mais escolhidos, independente do horário do lanche, devido à praticidade do consumo, fácil acesso e alimentação habitual.

No Brasil, segundo análise dos dados do Inquérito Nacional de Alimentação 2008-2009, os cinco principais alimentos consumidos nos lanches intermediários são cafés e chás, doces e sobremesas, frutas, bebidas açucaradas e salgados, sendo importante notar que três destes itens se caracterizam pelo elevado teor de gorduras sólidas e açúcares de adição.

No Comments

Post a Comment